No dia 1º de maio de
1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em
manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de
trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois
de ferir e matar dezenas de operários. Mas os trabalhadores não
se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho,
por isso, no dia 5 de maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de
Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes
presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.
Foi este o resultado desta segunda manifestação.
A luta não parou e a
solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso
julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri
reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e
ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso
Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de maio, como o Dia
Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os
trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de
trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.
Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a
adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924
no governo de Artur Bernardes.
130 anos depois das
grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de
trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os
manifestantes, o 1º de maio mantém todo o seu significado e atualidade.
Em Portugal
Em
Portugal, o 1º de maio começou a ser festejado a partir de maio de 1974, após a
revolução do 25 de abril.
O
Dia do Trabalhador é comemorado em todo o país, com manifestações, marchas e
comícios, de forma a apresentar ao Governo e entidades patronais quais as
necessidades dos trabalhadores.Os trabalhadores
aproveitam este dia para alertar o Governo e outras entidades para algumas das
suas necessidades.